DIVERSÃO

Secretaria de Cultura e Economia Criativa lança programa "Patrimônio à Mesa"

Evento celebra estabelecimentos gastronômicos da cidade de São Paulo com Selo de Valor Cultural, instrumento de reconhecimento do Departamento de Patrimônio Histórico à locais históricos da cidade

04/04/2025 - sexta às 17h27

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, lança nesta sexta-feira (4) o programa Patrimônio à Mesa, que reconhece com o Selo de Valor Cultural, do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), estabelecimentos que são admirados por suas tradições, histórias e contribuições à gastronomia da cidade.

Além do reconhecimento, o Patrimônio à Mesa se estende em uma semana repleta de eventos nos espaços gastronômicos participantes, unindo cultura e boa comida. Entre os dias 7 e 13 de abril, cerca de 40 estabelecimentos - entre restaurantes, padarias, empórios, bares, cantinas, pizzarias, pastelarias, panificadoras e confeitarias - reconhecidos pelo Selo de Valor Cultural apresentam suas histórias, gastronomia e recebem intervenções artísticas.

“Contamos e valorizamos a história da cidade também por meio dos comércios e serviços tradicionais da cidade que, ao longo dos anos, adquiriram valor afetivo e simbólico, e se tornaram referências culturais em seus bairros”, destaca Totó Parente, Secretário de Cultura e Economia Criativa.

Fabricio Cobra, Secretário Municipal de Subprefeituras, destaca que "a história de São Paulo passa pelo comércio do centro. Valorizar esses estabelecimentos gastronômicos é resgatar e manter a memória da cidade".

Entre os espaços homenageados está a Padaria Santa Tereza, fundada em 1872. Considerada a mais antiga do Brasil, tendo sido construída antes mesmo da Catedral da Sé, mantém uma clientela fiel aos seus quitutes, sendo a coxa-creme uma das receitas atrativas do local.

O Patrimônio à Mesa também elencou a mercearia mais antiga de São Paulo e vizinha do Edifício Sampaio Moreira, um dos primeiros arranha-céus da cidade: a Casa Godinho. Ativa desde a inauguração do prédio, há mais de 100 anos, e funcionando, como negócio, desde 1888, quando a mercearia estava sediada na Praça da Sé. A Casa Godinho mantém sua estrutura conservada há séculos e foi o primeiro estabelecimento gastronômico a ganhar o reconhecimento de patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conpresp, em 2013. Entre os secos e molhados que ainda continuam à venda - agora não necessariamente voltados para clientes europeus e a elite paulistana da época - estão as empadas, com até oito sabores diferentes. 

Já o Bar Guanabara, considerado o mais antigo da cidade, fundado em 1910, segue sendo um dos queridinhos das esquinas do Anhangabaú. Seu piso quadriculado em verde já foi pisado por figuras como Ulysses Guimarães, Santos Dumont e Ademar de Barros. Hoje em dia, adaptando-se às mudanças da cidade, funciona como restaurante, com horário de funcionamento até às 17h.

Se tem a mercearia, o bar, a padaria e o empório mais antigos da cidade, o Restaurante Carlino entra nessa seleta lista como o restaurante em exercício mais antigo da cidade. Presente no Largo do Paissandú, o restaurante italiano foi aberto em 1881, antes mesmo da Proclamação da República, mantendo ainda pratos - e suas técnicas de preparo.

Também no Largo do Paissandu, o Ponto Chic, inaugurado em 1922, tornou-se um reduto boêmio da cidade. O restaurante ganhou fama por ter criado o famoso sanduíche de Bauru, inventado por um estudante da USP. Ao longo dos anos, expandiu-se para outras unidades, mantendo sua tradição e sabor original, firmando-se como um ícone da cultura paulistana.

O Selo de Valor Cultural

Criado em 2015, instituído pela Resolução 35/Conpresp/2015, o Selo de Valor Cultural é um importante instrumento de preservação, que reconhece locais que se tornaram referências culturais por suas atividades, sejam elas comerciais, artísticas, institucionais ou gastronômicas.

O Selo é concedido pelo Conpresp, com base em uma avaliação técnica do DPH, que considera a relevância do local e sua contribuição como referência cultural. Uma vez reconhecidos, os locais poderão ser identificados com uma placa informativa e são listados no Mapa Digital da Cidade, o Geosampa. A cada cinco anos, o Conpresp realiza uma nova avaliação para verificar se o local ainda mantém os valores que justificaram a concessão do selo. Caso os critérios continuem sendo atendidos, o Selo é revalidado, garantindo a continuidade de seu reconhecimento.

Confira a lista completa do Patrimônio à Mesa 2025:

RESTAURANTES & CANTINAS:

PADARIAS, PANIFICADORAS & CONFEITARIAS:

BARES:

EMPÓRIOS & CASAS:

PIZZARIAS, PASTELARIAS & LANCHONETES:

Para mais informações sobre o Patrimônio à Mesa 2025, acesse nossas redes sociais e site

Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.