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MONGAGUÁ

Com 40% das intenções de voto, Cristina Wiazowski lidera cenários em eleição suplementar de Mongaguá

Pleito deve acontecer em 8 de junho e demais possíveis candidatos travam uma briga nos bastidores para serem cabeça de chapa

Da Redação

01/04/2025 - terça às 14h00

Enquanto o prefeito interino Tubarão (União Brasil), o empresário Luiz Moura (MDB) e o ex-vereador Rodrigo Casabranca (União Brasil) travam uma disputa velada de bastidores para serem cabeça de chapa na disputa pela Prefeitura de Mongaguá, em eleição suplementar que deve acontecer em 8 de junho, a ex-primeira-dama do município, Cristiana Wiazowski (PP), vai consolidando sua liderança na preferência junto ao eleitor.

 

Pesquisa Badra, registrada na Justiça Eleitoral, revela que ela lidera a corrida eleitoral em todos os cenários, inclusive no que traz a combinação de nomes para possíveis chapas de prefeito e vice. A chapa Cristina e Júlio da Imobiliária, por exemplo, alcança 42,2% das intenções de voto, contra 21,1% da chapa Luiz Moura/Rodrigo Casabranca. A chapa composta pelo prefeito interino Tubarão e pelo ex-vereador Baianinho registra exatos 10%. Nesse cenário, 7,9% dos entrevistados afirmam ainda estar indecisos e 18,8% respondem que não votarão em ninguém, nulo ou branco.

 

Na prática, nos cinco cenários estimulados testados pela Badra, Cristina Wiazowski lidera em todos eles, sempre com uma margem muito parecida em relação ao total do eleitorado, ou seja, 4 em cada 10 eleitores de Mongaguá manifestam intenção de voto na esposa de Paulinho.

 

 

Para se ter uma ideia, no cenário 1 ela tem 39,7% da preferência; no cenário 2, 41,6%; no cenário 3, 41,4%; no cenário 4, 42,2% e no cenário 5, 48,4%. “É uma performance que reafirma e privilegia o desejo do eleitor, já manifesto em outubro de 2024, quando o ex-prefeito e então candidato Paulinho foi o mais votado com 42,5%. De certo modo é um recado dos eleitores no sentido de que desejam ver a decisão das urnas respeitada”, destaca o jornalista e analista de dados da Badra, Maurício Juvenal.

 

Um experiente observador da política local, que pediu anonimato, explica que é pra lá de confortável a posição de Cristina, ainda mais com a disputa interna que envolve o União Brasil em torno da decisão de quem será candidato. “O União Brasil assumiu interinamente a Prefeitura de Mongaguá de certo modo comemorando que o resultado das urnas não foi respeitado, já que a eleição foi vencida pelo Paulinho. Mas em duas semanas Tubarão e Rodrigo Casabranca, que são do mesmo partido, já haviam torcido o nariz um para o outro, revelando uma divisão que só prejudica o povo de Mongaguá”, argumenta.

 

Para ele, a presença de parte do grupo político do ex-prefeito Márcio Cabeça em cargos chaves na Prefeitura, numa gestão comandada pelo União Brasil, acaba por favorecer ainda mais a candidata do PP. “Até as muretas da Plataforma de Pesca sabem a enorme rejeição do Márcio Cabeça junto ao eleitor de Mongaguá. E é justamente essa participação que tem gerado muita dor de cabeça a esse governo do União Brasil, partido do Casabranca e também do Tubarão”, explica.

 

PREPARO
O eleitor de Mongaguá foi solicitado a responder, ainda, sobre qual dos três principais grupos políticos da cidade estaria mais preparado para governar, com qualidade, o município. Nada menos do que 50,5% dos entrevistados responderam o grupo político do Paulinho. Outros 25,4% disseram o grupo político do Rodrigo Casabranca. E mirrados 3,5% apontaram o grupo político de Márcio Cabeça. Exatos 20,7% não souberam responder.

 

 

Aliás, o mau desempenho do ex-prefeito gerou uma piada maldosa sobre o seu futuro político, dando conta de que nem para síndico do Poço das Antas, Márcio Cabeça se elegeria. Segundo informação de bastidores, ele estaria pretendendo disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, bem como estaria pressionando o governador Tarcísio de Freitas a lhe entregar uma Secretaria de Estado, tal o seu “ótimo” desempenho à frente da Prefeitura de Mongaguá. Dá a sensação de que esqueceu de combinar com os russos, ou melhor, com o povo.

 

A PESQUISA
A pesquisa Badra ouviu 1.060 eleitores, de forma presencial, nos dias 25 e 26 de março, em diferentes pontos de fluxo dos bairros de Mongaguá. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Ela está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-05438/2024.
 

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